Tecnologia no palco e na plateia

No último fim de semana, 250 mil pessoas, na maioria millenials, assistiram à maratona de shows da oitava edição do Lollapalooza Brasil, em São Paulo. Além de revelar novos talentos da música, a cada ano os festivais servem como palco para inovações disruptivas.

Uma das novidades do Lollapalooza foi a pulseira cashless. Usada em edições anteriores substituindo o ingresso, ela ganhou uma nova função como de meio de pagamento. Após registrar o código no site do evento, o usuário pode fazer um crédito no valor desejado. Para pagar os produtos e serviços consumidos no festival é só encostar a pulseira nos sensores.

Usando tecnologia de rádio transmissão RFID, um recurso de IoT, ela proporciona mais segurança, dispensando dinheiro ou cartão, e agilidade, reduzindo filas. A identificação por radiofrequência possibilita monitorar o fluxo de pessoas. Isso facilita as decisões e a avaliação dos resultados pelos organizadores. E as pulseiras ainda podem ganhar iluminação ou conectar as pessoas num determinado raio pelas mídias sociais.

Quando criou o Bayreuth Festival, há 143 anos, na cidade alemã homônima, o compositor Richard Wagner jamais poderia supor que eles se tornariam um campo fértil para novas tecnologias. “Com um público jovem, ávido por novas tecnologias e disposto a experimentar, os festivais se tornaram o lugar perfeito para testar novas ideias”, diz Arie Halpern, especialista em tecnologias disruptivas.

Banheiro iluminado

A adoção de tecnologia em festivais vai além de aplicações para tornar a experiência mais agradável, melhorar a organização e, de quebra, os resultados. Em 2017, no festival de Glastonbury, havia um banheiro cuja iluminação era gerada pela urina dos usuários. A tecnologia desenvolvida na University of the West Englang transforma matéria orgânica em eletricidade. Dessa forma, gera energia praticamente sem custo, retira os dejetos da água e ainda produz fertilizante natural.

Glastonbury também foi pioneiro na implantação da maior rede 4G temporária. E, no ano seguinte, com a instalação de uma torre permanente passou a fornecer cobertura não só para o público de quase 200.000 pessoas do festival, mas também para os  9.000 habitantes da cidade que dá nome ao festival.

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