A tecnologia pode ajudar no combate à depressão

A depressão é um distúrbio mental que afeta milhões de pessoas no mundo. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS) mais de 300 milhões de pessoas, de idades variadas, sofrem com essa condição no mundo todo.  Para os que lutam contra essa doença, o relacionamento interpessoal pode ser um problema. Nesse caso, a tecnologia é uma ferramenta de apoio no processo de recuperação. Para quem está com depressão, às vezes, é mais fácil interagir com um aparelho do que com um ser humano – a máquina não faz julgamentos.  O economista e especialista em tecnologias disruptivas, Arie Halpern, lista alguns exemplos de inovação já disponíveis que podem ajudar no combate à depressa.

 Projetado por pesquisadores do MIT e da Universidade Northwest, o Koko é um aplicativo que utiliza redes sociais para combater a depressão. O Koko disponibiliza um espaço para posts – o equivalente ao “o que está acontecendo” do Facebook –, mas com foco nos problemas emocionais do usuário. A partir dos relatos, outros usuários da rede podem interagir, propondo soluções para os problemas destacados ou auxiliando de outras maneiras. O Koko elege a melhor resposta com base na votação dos participantes – como ocorre no Google respostas – e ainda monitora o post para que nenhum usuário sofra bullying.

Se você tem um amigo no Twitter que está dando sinais de depressão nos comentário, o Samaritans Radar avisa no ato. Os seguidores do referido amigo recebem notificações sempre que entrar um tweet de usuários possam estar sofrendo de depressão. O aplicativo, desenvolvido por uma empresa de Londres, faz a notificação de forma sigilosa, sem expor o usuário, apenas com intuito de ajudar assim que analisa tweets potencialmente depressivos. Além de notificar, o app também oferece dicas de como tratar as pessoas que apresentem sintomas de depressão.

Estimular o raciocínio rápido por meio de figuras pode ajudar no tratamento da depressão comece a ser curada, segundo o estudante de psicologia de Harvard responsável pela criação do MoodTune. O aplicativo, gratuito, disponibiliza seis tipos diferentes de jogos, cujas perguntas estão relacionadas ao humor do usuário, e foram definidas levando em conta estudos com profissionais da área de psicologia que dedicaram suas vidas ao tratamento da doença. . Segundo o criador do MoodTune,  15 minutos diários dedicados aos jogos do aplicativo são suficientes para ajudar na luta contra a depressa.

Na cidade de São Paulo, profissionais da área de saúde desenvolveram um aplicativo voltado para os idosos, que padecem da doença, especialmente os mais solitários. Parte do Programa Saúde da Família, o aplicativo serve como um guia para os agentes comunitários em suas visitas frequentes às residências da população idosa. Por meio de algumas perguntas – e dependendo de suas respostas -, o aplicativo consegue apresentar um diagnóstico do quadro do paciente. As perguntas foram retiradas do PHQ-9, um protocolo reconhecido mundialmente e que auxilia no diagnóstico de depressão.

Arie Halpern destaca que o uso de aplicativos e de redes sociais é uma pequena parcela do tratamento da depressão.  É fundamental que o paciente tenha o acompanhamento regular de profissionais qualificados para vencer a doença ..

 


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