Tecnologia para inspirar e espionar

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Tecnologia usada para espionar usuários é cada vez mais comum

Vivemos em uma era de conexão múltipla e constante. Por onde quer que caminhemos, pessoas estão equipadas de seus gadgets, seja trocando mensagens, compartilhando imagens ou encontrando caminhos para fugir do trânsito caótico das grandes cidades. A lista de funções é extensa, mas a tecnologia é sempre capaz de fazer mais e mais. Em nome do controle e da segurança, países têm investido em aparelhos capazes de monitorar e até mesmo espionar seus cidadãos com diferentes objetivos.

No caso dos ataques terroristas, algumas tecnologias têm ajudado as autoridades a prevenir novos ataques. O Gizmodo Brasil destacou, entre as ferramentas, os metadados, que registram ligações (para quem, quando, por quanto tempo etc.). Sem que seja necessário divulgar o conteúdo da mensagem, a tecnologia ajuda a definir alvos e mostrar as relações entre pessoas.

Em proporções menores, tecnologias de espionagem são aplicadas em diferentes setores. Na cidade de Luoyang, na China, o uso está voltado para a educação. Segundo reportagem da Exame.com, a cidade possui drones responsáveis por vigiar e controlar os estudantes para que eles não colem nas provas que dão acesso às universidades. Os veículos não tripulados absorvem detectores de ondas de rádio emitidas por dispositivos eletrônicos, que permitem localizar sua origem e avisar a um painel de controle onde se encontra o infrator.

Manter a privacidade intacta no cenário atual está cada vez mais difícil, já que é preciso estar atento às normas e aos registros feitos online. No Brasil, uma proposta que cria um marco regulatório para a proteção, o tratamento e o uso de dados pessoais dos brasileiros foi aprovada na Comissão de Ciência, Tecnologia, Inovação, Comunicação e Informática (CCT). O projeto, que ainda será submetido a três comissões, impõe limites para que o “big brother” da vida real não exponha seus usuários desmedidamente e, é claro, assegure um uso confortável das tecnologias no cotidiano.

Esses experimentos nos mostram que a tecnologia não deve ser subestimada – há sempre uma inovação à vista.


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