Tecnologia revoluciona áreas rurais, diz Arie Halpern

Há um forte crescimento das tecnologias voltadas para áreas rurais, diz Arie Halpern

Há um forte crescimento das tecnologias voltadas para áreas rurais, diz Arie Halpern

Costumamos associar o uso da tecnologia às grandes cidades, a sistemas de transportes futuristas e a conectividade entre os aparelhos eletrônicos, onde o uso desses dispositivos costuma ser mais intenso. Embora esteja mais presente nos centros urbanos, a tecnologia vem provocando grandes transformações nas áreas rurais, diz Arie Halpern, economista e empreendedor com foco em inovações e tecnologias disruptivas. “Ainda há um grande lapso entre a tecnologia da área urbana e a do meio rural, como o acesso à internet”, diz Halpern. “É crescente o número de empresas e startups que têm voltado seu olhar para o campo e iniciado processos disruptivos muito interessantes.”

O Agtech (do inglês “agriculture technology”), como é chamado o ramo de tecnologia de agricultura, mostrou ter grande potencial de crescimento. Segundo relatório da AgFunder, plataforma online de investimento em tecnologia para agricultura, mostrou que os investimentos em startups voltadas para alimentação e agricultura alcançaram US$ 4,6 bilhões em 2015, quase o dobro dos  US$ 2,36 bilhões de 2014. Essa expansão anual superou o crescimento do mercado de capital de risco, que foi de 44%. E-commerce de alimentos, agricultura de precisão, drones, robôs e tecnologias de irrigação sãos os principais investimentos do Agtech.

“Com números tão expressivos é claro que o Agtech se tornou um campo atrativo para investidores”, diz Arie Halpern. “O impacto do interesse pelo uso da tecnologia na agricultura não nos afeta apenas no âmbito econômico, mas pode mudar a qualidade da comida que chega a nossa mesa e a qualidade de vida das pessoas que trabalham no campo”. A Associação Internacional de Sistemas de Veículos não Tripuladosestima que em um futuro próximo, 80% dos drones serão usados na agricultura. A startup Trace Genomics decidiu focar seus trabalhos no estudo da qualidade do solo, modificando um processo que antigamente poderia custar muitas horas e dinheiro. Com a tecnologia desenvolvida pela empresa, produtores podem acessar o website e encomendar um kit de teste. Uma amostra de solo é recolhida e testada, as sequências encontradas de DNA são analisadas e devolvidas ao cliente em até três semanas.

Outra empresa que decidiu investir na coleta de dados sobre solo foi a Iteris. O aplicativo WeatherPlott fornece informações sobre clima, água e solo de qualquer lugar da Terra, a partir das coordenadas de latitude e longitude. A empresa consegue os dados de banco de dados de governos, estação de radar de solo, dados de empresas privadas e os seus próprios algoritmos desenvolvidos internamente.

Os robôs também fizeram sua aparição nessa “revolução industrial verde”. A Soft Robotics está desenvolvendo robôs que consigam colher e embalar frutas sem causar dano a elas. Os braços robóticos são feitos de um material especial que imita os tentáculos de um polvo, fazendo com que o contato com os produtos seja macio. Resumindo, criou-se uma pinça que consegue manusear materiais delicados. Os robôs da empresa podem também ser reprogramados para diferentes funções.

Atualmente, os Estados Unidos são o grande líder em Agtech startups, alcançando US$ 2,4 bilhões de dólares no setor. Israel vem em segundo lugar, com US$ 550 milhões investidos em 2015. “Desde o começo da agricultura moderna, produtores e empreendedores se juntam para pensar em formas de aplicar a tecnologia e melhorar a capacidade de produção dos seres humanos”, comenta Arie Halpern.

 


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