A tecnologia salvou o mercado imobiliário, diz Arie Halpern

A tecnologia salvou o mercado imobiliário, diz Arie Halpern

Os desdobramentos da crise imobiliária americana de 2008 repercutiram amplamente no resto do mundo, causando a maior ruptura no mercado imobiliário desde a Grande Depressão. Passados dez anos da explosão da bolha, o mercado de imóveis mostra sinais de recuperação: entre 2016 e 2017 nos Estados Unidos  o número de aluguel de imóveis já é o maior em 50 anos. A compra de novas propriedades também cresceu, porém num ritmo menor. Para Arie Halpern, economista e empreendedor focado em tecnologias e inovações disruptivas, corretores e imobiliárias tiverem de se reinventar para atrair novamente o interesse do público para compra e aluguel de residências. “Diversos dispositivos foram adaptados para o mercado imobiliário a fim de alavancar as vendas e estão surtindo o efeito esperado. A tecnologia salvou o mercado imobiliário, diz Arie Halpern.”

Uso de realidade virtual (RV)

Dispositivos de realidade virtual têm sido usados para resolver questões práticas do mercado imobiliário. Um dos maiores problemas desse meio, a visita ao imóvel, transformou-se em uma experiência única e prazerosa graças aos dispositivos capazes de simular os espaços à venda.

Um exemplo disso é a inovação da companhia Matterport, que presta serviços de escaneamento de imóveis para corretoras. Com o uso de câmeras de alta definição de 360°, a empresa mapeia o interior de imóveis completos, transformando-os em uma versão digital totalmente interativa e visitável. O serviço permite que as corretoras interessadas levem o imóvel até o cliente, por meio de óculos de RV ou simples CDs para apresentações em computador, tornando desnecessária uma visita pessoal ao local.

Outra forma de beneficiar-se da realidade virtual é planejar a decoração do imóvel com um orçamento baixo. A plataforma roOomy escaneia áreas completas na tela do celular ou tablet e introduz, por meio de um software exclusivo, uma grande variedade de móveis e utensílios domésticos à sua escolha, a partir de um catálogo com mais de cem mil objetos. Dessa forma, é possível planejar como um cômodo será organizado com os móveis que se deseja adquirir antes mesmo da compra. Para aumentar a comodidade do usuário, a plataforma também permite comprar esses objetos de forma online.

Essa tendência de simulação virtual está sendo utilizada por empresas interessadas em vender os imóveis ainda na planta.  O apelo visual e a possibilidade de visitação de um imóvel ainda não construído aumentam a expectativa do comprador, que é seduzido por uma experiência mais emocionante que uma simples maquete de plástico.

Tinder imobiliário

Assim como a realidade virtual pretende conferir maior comodidade ao comprador, diversos aplicativos de compra de imóveis prometem um grande catálogo de casas ou apartamentos para alugar ou comprar ao alcance de um clique. A competição é tanta que os diferentes aplicativos que prestam esse tipo de serviço batalham por diferenciais para se destacar no meio imobiliário.

Um exemplo no serviço de busca por imóveis por região é o Trulia aplicativo que escaneia ofertas de casas e apartamentos para alugar ou vender, em qualquer área escolhida no mapa. Seu diferencial é a possibilidade de traçar as características de cada região escolhida, baseadas em índices de criminalidade, índices de nota das escolas próximas ao imóvel, além de informações acerca de diversos serviços nas proximidades, como restaurantes ou hospitais.

Outro aplicativo, o Zillow também oferece o serviço de busca por região, mas não limita a pesquisa apenas ao que está à venda, apresentando todos os imóveis de uma rua. Sendo assim, qualquer imóvel escolhido será apresentado com um histórico completo que abrange informações como preço da última venda do imóvel, seu valor atual no mercado imobiliário, nome do último proprietário, última reforma feita, entre outros dados.

“Ainda é possível muita inovação no mercado imobiliário, e a tendência é que mais tecnologia seja aplicada ao dia a dia de corretoras e imobiliárias. Com a internet das coisas possibilitando a construção de espaços inteligentes e conectados, a  interação entre o ser humano e os imóveis será cada vez maior e mais prazerosa, estimulando o mercado”, completa Arie.


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