“Tecnologia wireless passa por uma revolução”, diz Arie Halpern

O wireless está chegando a uma revolução, diz Arie Halpern

O wireless está chegando a uma revolução, diz Arie Halpern

Os fios de dispositivos móveis devem ser varridos do mapa, virar coisa do passado. Essa percepção foi reforçada depois do novo iPhone da Apple, que vem com fones de ouvido que se encaixam ao aparelho sem qualquer tipo de fio, graças a uma conexão wireless desenvolvida pela empresa. Outras empresas estudam formas de acelerar a velocidade da transmissão de dados no futuro em até cem vezes a da velocidade atual. A tecnologia wireless permite a troca de informações entre dispositivos móveis ou fixos por meio de uma conexão sem cabos. A transmissão desses dados pode ser feita de várias formas: por radiação infravermelha, satélite, radiofrequências ou radiações eletromagnéticas (usadas em walkie-talkies). Os dados são enviados para uma espécie de ponto central, onde são captadas e transmitidas para os dispositivos conectados a essa rede.   “Haverá uma revolução na área de tecnologias wireless”, diz Arie Halpern, economista e empreendedor com foco em inovação e tecnologias disruptivas. Para ele, a chegada de outras disrupturas, como a internet das coisas, fará com que o wireless aumente sua velocidade e qualidade.

Com o lançamento do iPhone 7, com fones sem fio, a Apple declarou que seu sistema de conexão wireless é melhor do que o Bluetooth (outro tipo de sistema de transmissão). Os fones da empresa utilizam um chip chamado W1, desenvolvido pela Apple, para melhorar a qualidade e a velocidade de sua conexão. Ele também permite que os fones sejam capazes de “sentir” quando estão no ouvido do usuário, fazendo com que eles parem de tocar a música quando são retirados.

Outra novidade na área é o Li-Fi, uma alternativa ao Wi-Fi, utilizado para conectar computadores à internet. O Li-Fi ainda está em fase de testes, mas promete uma melhora na velocidade e na qualidade das conexões com a internet, explica Arie Halpern. Companhias do mundo todo estão interessadas em participar desse desenvolvimento. O que chama mais atenção sobre o Li-Fi é o modo como ele funciona: por meio de lâmpadas de LED. A transmissão dos dados é feita ligando e desligando a lâmpada tão rapidamente que a ação é imperceptível. A luz é registrada por um sensor, responsável por transformar a luz em informações. A tecnologia alcança áreas onde o Wi-Fi não funciona e os testes já conseguiram atingir velocidades de 1Gbp (mil megabytes por segundo).

Com toda essa evolução que está a caminho é recomendável ficar atento à segurança dessas conexões. Com  o aumento do número de dispositivos conectados em rede, nossos dados podem se tornar um banquete para hacker, sendo necessário tomar medidas para nos protegermos, afirma Arie Halpern. Felizmente, cientistas do MIT estão trabalhando para garantir a proteção dos dados. O laboratório de Ciência da Computação e Inteligência Artificial do Instituto de Tecnologia de Massachusetts desenvolveu um sistema chamado Chronos que permite que pontos de acesso de Wi-Fi localizem corretamente a posição de um usuário sem necessidade de sensores. O Chronos é tão preciso que pode ajudar a localizar dispositivos perdidos e a controlar frotas de drones.


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