Tecnologias impulsionam as cidades inteligentes, diz Arie Halpern

Futuro trará cidades inteligentes, diz Arie Halpern

Futuro trará cidades inteligentes, diz Arie Halpern

Cidades inteligentes, chamadas em inglês de “smart cities”, englobam um conceito novo de como as cidades devem  integrar o desenvolvimento urbano aos sistemas de comunicação e informação, além de soluções elaboradas envolvendo Internet das Coisas (IoT) para gerenciar características urbanas e incentivar o desenvolvimento econômico. “Com a conexão entre as mais novas evoluções tecnológicas, a ideia é tornar o ambiente urbano mais eficiente, controlando sistemas de trânsito, de energia, redes de abastecimento de água e outros serviços públicos. Por isso são chamadas de cidades inteligentes”, diz Arie Halpern, economista e empreendedor com foco em inovação e tecnologias disruptivas.

Melhorar a qualidade de vida urbana a partir da tecnologia é a proposta do conceito de smart cities. Há alguns anos, isso talvez não fosse possível, mas o avanço dos métodos de comunicação, a melhora do acesso e velocidade da internet e a expansão da inteligência artificial, entre outras coisas, aproximaram esse conceito da realidade. O site de tecnologia Business Insider publicou um relatório traçando um panorama sobre o avanço das cidades inteligentes no mundo. Segundo a pesquisa, poucas cidades ainda adotam e praticam o conceito e a maioria ainda se encontra numa etapa inicial da implantação das tecnologias. Apesar das funcionalidades trazidas por essa abordagem, o relatório destaca problemas envolvendo segurança virtual e privacidade, entre outros.

Segundo esse mesmo relatório, a União Europeia é a região que mais avançou no crescimento das cidades inteligentes. “Debates sobre cidades inteligentes estão acontecendo na Europa por aproximadamente uma década”, diz Arie Halpern. “A região tem mostrado preocupação com questões ambientais e de bem estar, o que ajuda a impulsionar  iniciativas dessa natureza.” Na América Central e do Sul algumas inovações também estão sendo implementadas, porém em menor escala. Diversas cidades já utilizam tecnologias para ajudar a reduzir o congestionamento e tornar sistema de infraestrutura mais resistente a eventos climáticos. Os Estados Unidos permanecem atrás da União Europeia quando se trata de smart cities, devido principalmente a restrições de recursos.

A empresa Black&Veatch também divulgou um relatório sobre o assunto. O documento destaca que entre as maiores dificuldades para a criação de cidades inteligentes está o relacionamento entre clientes e empresas. Ou seja, os usuários estão ficando cada vez mais exigentes e pressionam as empresas para mostrar mais transparência em suas atividades. Outra dificuldade são os limites das baterias atuais para sustentar todos os sistemas envolvidos em uma cidade inteligente. “Essas dificuldades devem se tornar foco das empresas que estão investindo na área atualmente, mas conforme forem sendo solucionadas e conforme as capacidades tecnológicas da sociedade foram aumentando, acredito que mais e mais cidades optarão por um modo de organização tecnológico e inteligente”, diz Arie Halpern.


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