Tecnologias mais acessíveis revolucionam mercado de games

Desde 1972, quando a empresa californiana Magnavox apresentou o que pode ser considerado o primeiro videogame do mundo – o Magnavox Odyssey – o mundo dos jogos digitais mostrou-se um campo fértil para que centenas de outras empresas lançassem produtos inovadores, transformando esse mercado num dos mais lucrativos do mundo tecnológico.

Segundo relatório recente da empresa de inteligência de mercado Newzoo, um total de 2,3 bilhões de jogadores em todo o mundo gastou a gigantesca cifra de US $ 137,9 bilhões em jogos durante o ano passado. E a expectativa para 2019 é de receitas ainda maiores.

Jogos na palma da mão

Um dos principais motivos para esse mercado movimentar somas tão vultosas é o recente aumento no número de pessoas que jogam videogame.  Enquanto consoles como Xbox e Playstation estão fora do orçamento da maioria da população mundial, os jogos de celulares são mais acessíveis e, a grande maioria deles, é gratuita. Basta ter um smartphone para ter acesso a centenas de opções de jogos.

A popularização dos smartphones fez com que várias empresas investissem pesado na criação de jogos para essa ferramenta de comunicação. A maioria foi desenvolvido para ser baixado e jogado de forma gratuita – nesse modelo,  o lucro das empresas vem dos anunciantes. Outras empresas oferecem jogos parcialmente gratuitos, nos quais há a opção de pagar por coisas específicas dentro do jogo, como fases inéditas e conteúdo extra.

Um recente estudo conduzido pela Statista calculou que a receita de aplicativos de jogos móveis em todo o mundo vai atingir 74,6 bilhões no próximo ano, 2020.

Novidades nos consoles

Embora a popularização dos smartphones tenha aumentado o número de jogadores ao redor do globo, o grosso dos investimentos nesse mercado ainda gira em torno dos consoles das principais marcas, como Sony, Nintendo e Microsoft.

Recentemente, a Microsoft desenvolveu um controle que possibilita que crianças com problemas motores ou deficiências físicas joguem videogames com os amigos. Chamada de Adaptive Controller, a criação possui várias opções de comando por meio de um painel tátil que podem ser manipuladas com outras partes do corpo humano, como pés, ombros e queixo, conforme divulgado pela Microsoft no vídeo de apresentação do produto.

Os dispositivos de Realidade Virtual também têm rendido bons frutos. São óculos, controles e “armas” que permitem ao jogador entrar no mundo do videogame, uma experiência bem diferente de sentar em frente à tela. Com óculos de realidade virtual, o jogador troca a televisão por uma visão de quem está dentro do mundo do videogame. O controle, por sua vez, é trocado pelas próprias ferramentas usadas no jogo, como armas, mapas, etc. Existem até dispositivos que permitem “correr” dentro do jogo sem sair do lugar.

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Todos esses dispositivos visam tornar a experiência do jogo ainda mais realista. Para o público, a novidade é cara, mas a experiência é única, principalmente para os que cresceram jogando jogos antigos. Por esse motivo, as grandes empresas não poupam esforços e dinheiro ao investir em novas aplicações para seus jogos. E esses investimentos têm retorno garantido.

 

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