“Toda mulher é uma empreendedora em potencial”, diz Arie Halpern

“Toda mulher é uma empreendedora em potencial”, diz Arie Halpern.

Ter filhos é um empreendimento e tanto. Como um negócio, envolve um período de incubagem. Quando finalmente se lança o “produto” no mercado, há um período de acompanhamento muito próximo de sua evolução. Depois o produto começa a ganhar autonomia etc. etc. Para Arie Halpern, especialista em inovações tecnológicas disruptivas, as mulheres, por força da natureza e da cultura, desenvolvem muitas das habilidades que se espera encontrar num empreendedor. Esse tino para o empreendedorismo é o que se revela nestas quatro histórias de mães fundadoras de startups. “Toda mulher é uma empreendedora em potencial”, diz Arie Halpern.

Marina Vaz, criadora do Soulvox, não tem dúvida de que a experiência pessoal com a gravidez foi fundamental para a ideia ir para frente. “Tudo isso veio com a maternidade, quando a necessidade de propósito fala mais alto. Quando não se tem propósito, fica muito difícil sair de casa”, conta ela.

A ideia do Soulvox nasceu em uma situação familiar dramática. Em razão de um câncer na língua, seu pai passou a ficar impossibilitado de falar. Ela viu aí uma carência que ia além do que a medicina podia oferecer como solução. Montou com a ajuda da fisioterapeuta Thais Romanelli uma startup cujo objetivo é fornecer ao paciente que está impossibilitado de falar, total ou parcialmente, uma acervo de mensagens faladas para uso na comunicação pessoal. Usa, como material sonoro de base, arquivos do paciente em que haja o registro da sua voz. Caso esses arquivos não existam, a Soulvox pode buscar um doador de voz para as gravações. A primeira cliente do serviço foi a vítima de um AVC que comunica-se apenas com o piscar dos olhos. Hoje são dez pessoas acompanhadas e mais 20 em contato.

Da necessidade de conciliar a jornada tripla de mulher, mãe e empreendedora, nasceu a Maternativa. Ana Laura Castro e Camila Conti, fundadoras da iniciativa, estavam grávidas e queriam reorganizar suas vidas profissionais para não serem afastadas da convivência com os bebês. Deixaram seus empregos e lançaram um negócio que procura justamente oferecer uma solução às mães, que como elas, querem conciliar trabalho e maternidade. A Maternativa funciona como uma rede que conecta as mães e o mercado de trabalho. Hoje são mais de 18 mil mulheres articuladas em todo o território nacional.

“Muitas mães empreendem sozinhas e acabam quebrando. É indispensável procurar rede de apoio e sócias. Sem isso é impossível. Eu só consigo porque tenho a minha família que me ajuda com o meu filho e porque participo do ecossistema ativamente, colaborando com outros projetos de outras mulheres e mães e construindo relações de apoio que me fortalecem absurdamente”, salienta Marina Vaz.

Em formato parecido, a Maternarum incentiva mães a empreenderem através de encontros, palestras, exposições e uma rede de profissionais com vontade de começar a investir em startups. A startup foi fundada pela Ghanda Romenski, também com o propósito de conciliar vida profissional e pessoal. A incompatibilidade da sua rotina e a da marido policial fez com que ela procurasse outras mulheres com o mesmo dilema – procurar um emprego com carga horária reduzida ou investir em uma fonte alternativa. Ela e outras colegas escolheram a segunda opção.

As discussões do Maternarum vão desde os meandros do mundo dos negócios até assuntos sobre a educação e criação dos filhos.

Já a aceleradora de negócios B2Mamy vai um pouco mais além ao selecionar mães empreendedoras com a missão de consolidar seus projetos, criando, assim, um ecossistema sólido. A história da criadora Dani Junco não se desprende das apresentadas acima. “Ao terminar o período de licença maternidade, as dúvidas surgem: com quem eu vou deixar o bebê? Mas, será que estou pronta para voltar? Será que eu quero voltar aos mesmos moldes de trabalho de antes? Por isso estamos propondo essa discussão, para ajudá-las a encontrar as suas próprias respostas”, explica Dani em declaração ao site E-Commerce News.

Para a startup, este ecossistema envolve desde o início de desenvolvimento do projeto (estratégia, marketing, vendas, parte financeira, processos e canais), passando pela aceleração e indo até o retroalimento dessa cadeira através de mentoria e investimentos financeiro e econômico.


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