Tonisity: um case de startup de sucesso

Tonisity quebrou paradigmas sobre a alimentação de suínos, diz Arie Halpern

Tonisity quebrou paradigmas sobre a alimentação de suínos, diz Arie Halpern

Assim como o mundo dos humanos, o dos suínos também está sujeito a disrupturas. Os sinais de que se aproxima uma mudança importante nos hábitos alimentares dos porquinhos recém-nascidos estão em uma série de testes científicos realizados pelos pesquisadores de uma startup chamada Tonisity.

A empresa, sediada em Dublin, na Irlanda,  nasceu do casamento poliempresarial entre um representante norte-americano de isotônicos para cães e gatos, um fabricante irlandês de alimentos para animais domésticos e o empreendedor brasileiro Arie Halpern, um entusiasta de negócios tecnológicos inovadores e disruptivos.

Halpern, habituado a receber propostas de startups,  segue uma cartilha para avaliar se o investimento vale ou não a pena. «A comprovação da utilidade do produto é o teste número um», costuma dizer. Elementar, não há dúvida. Mas para obter as respostas para essa questão elementar «é preciso saber as perguntas que têm de ser feitas e a quem fazê-las», diz Arie Halpern. Foi esse mesmo caminho que o seu pensamento fez quando ouviu falar, pela primeira vez, em isotônico para suínos. Isso aconteceu em Tel Aviv, Israel, onde ele participava de uma reunião da diretoria de uma empresa chamada Gauzy, que fabrica vidros – não quaisquer vidros, mas um vidro reinventado, disruptivo, como são todos os negócios em que ele costuma tomar parte.

O economista Alon Rosberg apresentou-se a Halpern como representante de um produto que nos Estados Unidos é chamado de Oralade, um isotônico para cachorros e gatos. Disse também que estava ali em nome do empresário Antony Mackle, dono de uma das maiores fábricas de alimentos para animais domésticos da Irlanda do Norte, a Mackle Pet Foods. Pois, ele e Makle estavam empenhados em desenvolver uma fórmula de isotônico própria para porcos e esse seria um produto inovador, pois não tinham notícia de nada parecido no mundo. Ele, Rosberg, estava lá porque sabia do interesse de Halpern em projetos disruptivos e queria convidá-lo a investir na proposta do isotônico.

Halpern seguiu para a Irlanda. Visitou a fábrica, foi apresentado à equipe que havia desenvolvido a fórmula e depois foi conhecer as fazendas onde faziam os testes com os animais. Viu, com seus próprios olhos, que os porquinhos corriam para ganhar o isotônico. Os consumidores diretos, portanto, tinham aprovado o produto. Começava ali a sua relação positiva com a ideia de investir e participar da administração daquele negócio. Tivera uma demonstração empírica de que o isotônico funcionava. Antes de fechar o acordo, porém, queria submeter o isotônico a uma bateria de testes. «Testar, testar, testar são três etapas cruciais no desenvolvimento de um produto, com mais motivos ainda quando se trata de um produto alimentício», diz Halpern, citando sua cartilha.

Os testes com o produto começam, em meados de 2014. Os primeiros são informais. Os resultados vão chegando e Arie vai se convencendo cada vez mais da viabilidade do produto. Os porquinhos bebiam muito, gostavam mesmo daquilo, e, o mais importante, a mortalidade da ninhada realmente caía. Era o suficiente para dar mais um passo. Estabeleceu-se uma sociedade e com os primeiros recursos que foram aportados a startup deu início à etapa científica de testes. Agora, tratava-se de realizar experimentos que respondessem aos quesitos para obter a homologação, com base em protocolos e padrões internacionais. Foram submetidos aos testes 4.860 leitões de fazendas dos Estados Unidos, da Espanha e da Irlanda. O isotônico dos leitões recebeu o nome de Px Tonisity.

O Px, comprovaram os testes, pode contribuir muito para superar alguns dos maiores desafios que os criadores enfrentam no delicado período que vai até o desmame dos animais. O principal é elevar a taxa de sobrevivência das crias nas primeiras semanas após o parto. A taxa de mortalidade é alta, motivada por problemas de esmagamento ou sufocamento durante a disputa, entre as crias, para conseguir um lugar no peito da mamãe porca. Outros motivos são as diarréias, a desidratação e o baixo peso. Sobre todas esses fatores, o uso do Px na alimentação dos leitões age favoravelmente, contribuindo para reduzir a mortalidade e aumentar a produtividade da criação. A ação do produto se dá principalmente sobre os enterócitos – células intestinais que constituem o último estágio do processo de absorção de proteínas e carboidratos pelo organismo. Se os enterócitos trabalham com eficiência, o corpo do animal absorve mais nutrientes e ele cresce de forma mais saudável.

O isotônico protéico Px também se provou uma bebida agradável ao paladar dos leitões. Esse atrativo é importante, pois estimula o consumo do produto no período em que os animais mais precisam dele. Com a administração do Px, diminui a disputa, na ninhada, para conseguir um lugar no peito da mamãe porca, o que reduz o risco de esmagamento. Os testes feitos com a administração de isotônico mostram que os animais tratados com ele também adquirem maior peso. Ficou afastada, além disso, qualquer possibilidade de efeitos nocivos pelo consumo do Px.

Um dos testes, realizado em uma fazenda em Iowa, Estados Unidos, com 968 leitões a partir do segundo dia de vida, mostrou que, no oitavo dia, o grupo de leitões que recebeu Px como suplemento alimentar pesava em média 1,55 kg contra 1,25 kg do grupo que não recebeu Px (grupo de controle). No 35º dia, os leitões do grupo Px pesavam 9,8 kg em média, em comparação com 8,78 kg do grupo de controle. A taxa de mortalidade, por sua vez, foi de 10,3% na turma do Px, contra 15,1% no grupo de controle. Em outro teste, realizado na Irlanda, leitões alimentados com mingau à base de Px pesaram 370 g mais do que os demais uma semana após o desmame. Depois de 13 semanas, os leitões do grupo que recebeu Px pesavam em média 4,78 kg a mais do que os que não receberam.

Outra constatação dos testes: o uso do Px como suplemento alimentar para leitões no período de amamentação é muito benéfico para a morfologia intestinal dos porcos. Nos testes realizados na Espanha, com 608 leitões, verificou-se que aqueles que receberam Px tinham uma morfologia intestinal significativamente melhor do que a daqueles que não consumiram o isotônico. Acrescente-se, ainda, que o Px foi utilizado com grande sucesso como substituto da água em soluções com antibiótico, quando é preciso medicar os leitões atacados por diarreia. Ao todo, foram 11 estudos (veja abaixo).

Comprovada a utilidade do produto, as perspectivas para a startup são ótimas. Diante de si ela tem um mercado enorme por onde se espalhar: no Brasil, o rebanho conta com 60 milhões de suínos; nos Estados Unidos, 150 milhões; na Europa, outros 150 milhões. Para a empresa, o desafio seguinte é posicionar-se corretamente no mercado. Isso envolve muito cálculo, bastante pesquisa e uma boa dose de feeling. O xis da questão é definir o preço do produto de tal forma que ele seja atraente para o produtor e propicie retorno para a empresa. Ou seja, agora é a hora em que a empresa é que deve responder às indagações do produtor: «se eu investir no seu produto, quanto de lucro a mais eu vou ter com a minha criação?»

 

 

 

ANEXO – Estudos: Por que e como Tonisity Px reduz a mortalidade e incrementa o peso nas criações de porcos

  • ESTUDO 1: IMPACTO DO PX SOBRE MORTALIDADE PRÉ-DESMAME E VARIAÇÃO DE PESO (1)
    1. Alvo: leitões com idade de 2 a 8 dias.
    2. Local: fazenda em Iowa, USA, com 7.200 matrizes e histórico de mortalidade pré-desmame entre 13-14%.
  • Amostra: 73 matrizes com 968 crias.
  1. Metodologia: um grupo de leitões recebeu 500 ml de Px uma vez ao dia; o grupo de controle não recebeu nenhum suplemento.
  2. Resultados

                            Peso médio dos animais no 8º dia:

  • grupo com Px: 1,55 kg;
  • grupo de controle: 1,25 kg.

                            Peso médio dos animais no 35º dia:

  • grupo com Px: 9,8 kg;
  • grupo de controle: 8,78 kg.

                            Taxa de mortalidade pré-desmame:

  • grupo com Px: 10,3%;
  • grupo de controle: 15,1%.

 

 

  • ESTUDO 2: IMPACTO DO PX SOBRE MORTALIDADE PRÉ-DESMAME E VARIAÇÃO DE PESO (2)
    1. Alvo: leitões com idade de 2 a 8 dias.
    2. Local: fazenda na Espanha central com plantel de 1.500 leitoas, com histórico de mortalidade pré-desmame de 13,7%.
    3. Amostra: 112 matrizes com 1496 crias.
  • Metodologia: um grupo de leitões recebeu 500 ml de Px uma vez ao dia; o grupo de controle não recebeu nenhum suplemento.
  1. Resultados

                            Peso médio dos leitões no 19º dia:

  • leitões do grupo com Px pesaram em média 240 g mais do que os do grupo de controle.

                            Taxa de mortalidade pré-desmame no 19º dia:

  • grupo com Px: 5,2%;
  • grupo de controle: 6,7%.

Observação: contrariamente ao hábito, leitões com menos de uma semana de vida consumiram significantes volumes de Px.

 

 

  • ESTUDO 3: EFEITOS DA ALIMENTAÇÃO COM MINGAU À BASE DE PX vs MINGAU À BASE DE ÁGUA SOBRE A VARIAÇÃO DE PESO
    1. Alvo: leitões no período de desmame – período em que têm dificuldade de adaptar-se aos alimentos sólidos.
    2. Local: fazenda no norte da Irlanda.
  • Amostra: 12 matrizes e suas ninhadas.
  1. Metodologia: um grupo recebeu mingau à base de Px; o grupo de controle recebeu mingau à base de água.
  2. Resultados

                            Peso médio dos animais uma semana após o desmame:

  • leitões do grupo com Px pesaram em média 370 g mais do que os leitões do grupo de controle.

                            Peso médio dos animais aos 94 dias de idade (13 semanas):

  • leitões do grupo com Px pesaram em média 4,78 kg mais do que os leitões do grupo de controle.

                            Observação: os dados confirmam que o uso de Px na        alimentação dos leitões tem retorno econômico real.

 

 

  • ESTUDO 4: ALIMENTAÇÃO COM MINGAU À BASE DE PX DURANTE O DESMAME – EFEITOS SOBRE O VOLUME DE ALIMENTO CONSUMIDO E SOBRE O GANHO DE PESO DIÁRIO (GPD)
    1. Alvo: leitões no desmame – período em que os animais podem ter dificuldade de adaptar-se a alimentos sólidos.
    2. Local: fazenda na Espanha.
  • Amostra: 52 matrizes com 608 crias.
  1. Metodologia: um grupo recebeu mingau à base de Px; outro grupo, mingau à base de água; um terceiro, alimento seco. Leitões foram subdivididos por categoria de peso: elevado (>5,8 kg), médio (4,1-5,8 kg) e baixo (<4,1 kg).
  2. Resultados
    • Significante impacto no volume de alimento consumido no grupo do Px no período pré-desmame, em todas as categorias de peso.
    • O ganho de peso diário incrementado significativamente entre leitões de peso médio e leve do grupo Px em comparação aos demais grupos.

 

Porcentagem de animais com ganho de peso diário (GPD positivo):

  • grupo do Px: 86%;
  • grupo da água: 77%;
  • grupo do alimento sólido: 78%.

 

 

  • ESTUDO 5: ALIMENTAÇÃO COM MINGAU À BASE DE PX NO PÓS-DESMAME: EFEITOS SOBRE O VOLUME DE ALIMENTO CONSUMIDO E SOBRE O GANHO DE PESO DIÁRIO (GPD)
    1. Alvo: leitões em período de pós-desmame. (Em condições normais, os leitões reduzem o consumo de alimento nos primeiros dias após o desmame.)
    2. Local: fazenda na Espanha.
  • Amostra: 150 leitões.
  1. Metodologia: um grupo recebeu mingau à base de Px durante 5 dias após o desmame; o grupo de controle recebeu mingau à base de água.
  2. Resultados

Porcentagem de animais com ganho de peso diário (GPD positivo):

  • grupo Px: 66%;
  • grupo de controle: 25%.

Volume de alimento úmido consumido – média por leitão:

  • grupo Px: 362 g de mingau à base de Px (+ 9 g de alimento seco);
  • grupo água: 152 g de mingau à base de água (+ 20,6 g de alimento seco).

Conclusões: mingau à base de Px (solução a 3%) é altamente palatável. O consumo de mingau à base de Px foi o dobro do mingau à base de água. O uso de mingau de Px aumentou o ganho de peso diário no período de 5 dias após o desmame.

 

 

  • ESTUDO 6: EFEITOS DO PX SOBRE A MORFOLOGIA DO INTESTINO E MORTALIDADE NO PERÍODO PRÉ-DESMAME
    1. Alvo: leitões em período de amamentação.
    2. Local: fazenda na Espanha.
  • Amostra: 12 matrizes com 134 crias.
  1. Metodologia: um grupo recebeu 500 ml de Px ao dia, entre 2 e 8 dias de idade; o grupo de controle não recebeu nenhuma suplementação. Aos 9 dias e aos 21, grupos de 18 leitões foram abatidos para serem analisados morfologicamente – o estudo foi aprovado pelo comitê de ética da Universidade de Lleida, na Espanha.
  2. Resultados

                            Mortalidade pré-desmame:

  • o grupo Px apresentou uma taxa de mortalidade de 4% versus 19% do grupo de controle.

                            Morfologia do intestino:

  • nos leitões do grupo Px as vilosidades intestinais (rugosidades da parede do intestino responsáveis pela absorção de nutrientes após a digestão) apresentaram-se significativamente mais proeminentes e as criptas intestinais (cavidades tubulares situadas entre as vilosidades que secretam enzimas e produzem hormônios) mais profundas do que nos leitões do grupo de controle. Verificou-se também maior espessura do muco intestinal nos animais do grupo Px.
  • os leitões que receberam Px também registraram um taxa de mortalidade significativamente menor comparada ao grupo de controle.

 

 

  • ESTUDO 7: MINGAU À BASE DE PX: EFEITOS SOBRE A MORFOLOGIA INTESTINAL NO PRÉ-DESMAME
    1. Alvo: leitões no período de pré-desmame.
    2. Local: fazenda na Espanha.
  • Amostra: 52 matrizes com 608 crias.
  1. Metodologia: um grupo recebeu 500 ml de Px ao dia; o grupo de controle não recebeu nenhuma suplementação. A partir do 15º dia de vida, os leitões foram divididos em três subgrupos que passaram a receber, cada um, mingau à base de Px, mingau à base de água ou alimentação seca. A partir do 19º dia, os leitões foram separados em baias de acordo com o peso (elevado, médio e baixo), mantidos nos respectivos grupos de alimentação. Procedimentos de análise da morfologia interna dos intestinos de acordo com modelos científicos – estudo aprovado pelo comitê de ética da Universidade de Lleida, na Espanha.
  2. Resultados
    • Nos leitões do grupo do Px as vilosidades intestinais (rugosidades da parede do intestino responsáveis pela absorção de nutrientes após a digestão) apresentaram-se significativamente mais proeminentes (altura) e as criptas intestinais (cavidades tubulares situadas entre as vilosidades que secretam enzimas e produzem hormônios) mais profundas do que nos leitões do grupo grupo de controle. Verificou-se também maior espessura do muco intestinal nos animais do grupo A.
    • Leitões que receberam Px durante a primeira semana de vida tinham uma morfologia intestinal significativamente melhor no período de pós-desmame. O desenvolvimento das vilosidades teve continuidade no período pós-desmame, demonstrando a eficiência e o impacto benéfico da fórmula do Px sobre a morfologia intestinal.

 

 

  • ESTUDO 8: EFEITOS DO PX EM LEITÕES COM DIARREIA (1)
    1. Alvo: animais afetados por diarreia entre 2 e 4 dias de idade
    2. Local: Fazenda na Carolina do Norte, EUA, com histórico de Clostridium perfringens, E. coli and rotavirus.
  • Amostra: 79 ninhadas com 898 animais afetados por diarreia entre 2 e 4 dias de idade.
  1. Metodologia: um grupo recebeu 2 ml de solução de Px a 3%, na boca, duas vezes ao dia, por cinco dias. O grupo de controle não recebeu nenhum suplemento oral. Todos receberam o tratamento padrão da fazenda. Foi feito o registro da consistência das fezes: normal (0), pastosa (1) e líquida (2). Os animais foram considerados recuperados quando o padrão foi 0 no 5º dia.
  2. Resultados

                            Percentual de leitões recuperados após 5 dias:

  • grupo Px: 71% de leitões recuperados, 5% tiveram de ser abatidos;
  • grupo de controle: 62% de leitões recuperados, 8¨% tiveram de ser abatidos.

                            Conclusões e relevância clínica

  • Este foi o segundo estudo da série sobre o papel do Px como suplemento para animais afetados por diarreia no período neo-natal. Novos estudos estão planejados para identificar o volume e a frequência ideais para a administração do Px nesses casos.

 

 

  • ESTUDO 9: EFEITOS DO PX EM LEITÕES COM DIARREIA NO PERÍODO DE AMAMENTAÇÃO (2)
    1. Alvo: leitões no período de amamentação.
    2. Local: fazenda no meio oeste dos Estados Unidos com histórico documentado de E. coli and rotavirus.
  • Amostra: 20 ninhadas com 268 leitões acompanhadas prospectivamente; animais com diarreia entre os dias 2 e 4 de idade foram incluídos no estudo.
  1. Metodologia: leitões incluídos no estudo foram divididos em dois grupos: um grupo recebeu 2ml de Px, por via oral, duas vezes ao dia; o grupo de controle recebeu 2ml de água, por via oral, duas vezes ao dia. Todos eles receberam o tratamento padrão para esses casos.
  2. Resultados

                            Taxa de mortalidade no período pré-desmame:

  • grupo Px: 7,40%;
  • grupo de controle: 11,94%.

Leitões não recuperados enviados para o abate (removed as fall-behinds):

  • grupo Px: 8,02%;
  • grupo de controle: 11,24%.

                            Total para mortalidade e abate:

  • grupo Px: 13,56%;
  • grupo de controle: 23,7%.

Conclusão: mesmo pequenas quantidades de Px são benéficas para a recuperação dos leitões com diarreia.

 

 

  • ESTUDO 10: PALATABILIDADE DA SOLUÇÃO DE PX COM ANTIBIÓTICO NO PERÍODO DE DESMAME
    1. Alvo: leitões no desmame.
    2. Local:
  • Amostra: 198 leitões saudáveis com cerca de 21 dias de idade abrigados em seis baias no período de desmame.
  1. Metodologia: leitões agrupados em baias dotadas de bebedouros abastecidos ora com a solução de antibiótico e água, ora com a solução de antibiótico e Px (a 3%), por dois dias, alternadamente. (O antibiótico utilizado foi Coliphur®.)
  2. Resultados
    • Leitões que receberam antibiótico em Px consumiram 94% do volume prescrito.
    • Leitões que receberam antibiótico em água consumiram apenas 33% do volume prescrito.
    • Baias abastecidas com Px+antibiótico atingiram 0,09 ou 0,10ml por kg (0,1 ml/kg é a dose recomendada) durante 11 dos 12 dias de tratamento.
    • Nenhuma das baias abastecidas com água+antibiótico consumiu a dose recomendada de antibiótico em nenhum dia.

Conclusão: Px é eficiente para incrementar a quantidade de medicamento consumido até a dose recomendada de 0,1 ml/kg.

 

 

  • ESTUDO 11: PALATABILIDADE DA SOLUÇÃO DE PX COM ANTIBIÓTICO NO PERÍODO DE AMAMENTAÇÃO
    1. Alvo: leitões em período de amamentação afetados por diarreia.
    2. Local:
  • Amostra: 40 matrizes e suas crias.

Metodologia: matrizes e crias foram alocadas para os seguintes grupos de tratamento: a) água; b) água +Coliphur; c) Px+Coliphur®. Todos os leitões receberam 500 ml da solução destinada a seu grupo em um bebedouro aberto, diariamente, do 2º ao 7º dia de vida. Todos os leitões tinham acesso a a um bebedouro automático.

  1. Resultado: Px+Coliphur® é significativamente mais palatável do que água+Coliphur®. O volume de Px+Coliphur® consumido não é significantemente diferente do volume consumido de água, sugerindo que Px é um produto  muito palatável e pode ser usado para administrar medicamentos.

 

 

  • ESTUDO 12: VERIFICAÇÃO DE EVENTUAIS EFEITOS NEGATIVOS DO PX ADMINISTRADO NA PRIMEIRA SEMANA DE VIDA
    1. Objeto do estudo: identificar eventuais efeitos negativos do Px quando administrado aos leitões na primeira semana de vida; o estudo avalia os efeitos sobre peso, incidência de diarreias, população de bactérias, hematologia e serum biochemistry quando administrado em diferentes doses (2.5 mL, 25 mL, 50 mL and 100 mL) e por diferentes tempos de duração (1 a 5 dias).
    2. Amostra: 10 fêmeas e suas ninhadas (cerca de 140 crias).
  • Local: duas fazendas na Espanha central.
  1. Metodologia: cada ninhada foi submetida a um dos 5 tempos de duração do tratamento; em cada ninhada, os leitões foram submetidos a cada um dos cinco grupos de tratamento.

Resultado: Px não apresentou efeitos negativos em leitões depois de receber doses entre 3 e 5 vezes o volume recomendado. Submetidos a doses elevadas (100 ml diários por 5 dias), leitões registraram decréscimo no peso adquirido. Isso foi atribuído à competição pela capacidade estomacal e ao consumo de leite, e não deve se verificar em condições normais.


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