Transformação molecular é nova tecnologia que corrige e nutre o solo

Grandes saltos evolutivos – e disruptivos – da história estão relacionados ao desenvolvimento de novos meios e tecnologias para a produção de alimentos. Os registros apontam grande vantagem obtida pelas primeiras civilizações que dominaram o cultivo de lavouras e a criação de animais para abate, abandonando o modelo nômade de subsistência e a necessidade de sair para caçadas.

“Engana-se quem acredita que estamos estagnados na busca por meios cada vez mais desenvolvidos, seguros e eficientes de produção de alimentos”, afirma Arie Halpern, especialista em tecnologias disruptivas. O debate sobre a importância da tecnologia digital na agricultura, realizado durante a última Agrishow, é uma evidência que corrobora a afirmação.

Atualmente, a tecnologia de transformação molecular é um dos passos para conseguir uma quantidade maior de grãos por hectare e com maior resistência às secas e pragas.

Novos produtos à base de macronutrientes e micronutrientes estão ampliando a eficiência e encurtando o tempo dos processos de correção do solo e de reposição de nutrientes essenciais, podendo ser aplicado antes e durante o processo de aragem.

Segundo a Embrapa, os macronutrientes são os elementos que as plantas necessitam em maior quantidade: nitrogênio, potássio, fósforo, cálcio, magnésio e enxofre. Por outro lado, os micronutrientes são demandados em quantidade menor, sendo boro, cloro, cobre, ferro, zinco e manganês os mais relevantes.

A empresa brasileira Caltim Fertilizantes conseguiu, por meio de processos de transformação molecular, vencer o desafio de criar um fertilizante de fácil manejo e aplicação, com a capacidade de corrigir a acidez do solo e oferecer resultados impactantes na fixação desses nutrientes.

Nesse caso, as transformações moleculares se dão por processos físicos e químicos, como a fabricação do composto em alta temperatura e a adição de polímeros especiais. O fabricante garante que a técnica resultou em produto com alto grau de solubilidade, o que facilita a aplicação, e a rápida absorção para as plantas de diferentes culturas, a ponto de produzir até 3 ou 4 safras de grãos ao ano.