Usina de energia utiliza ondas do mar para gerar eletricidade

Foi no México que uma joint venture israelense encontrou o cenário perfeito para financiar sua primeira grande usina de energia de ondas do mar. A força das águas do Oceano Pacífico que atingem a costa mexicana é captadas por plataformas especiais que as transformam em energia elétrica. A tecnologia foi desenvolvida pela Eco Wave Power (ou força da onda ecológica, do inglês), de Tel Aviv.

As plataformas flutuantes ficam fixadas nas águas próximas à costa de Manzanillo, o ponto de carga mais movimentado do México. O movimento da água causado por ondas ou mesmo por navios é transformado em energia com o auxílio de um gerador em terra. Cada uma das plataformas Eco Wave Power é capaz de fornecer energia para cinco casas.

Em caso de tempestades, as plataformas são recolhidas automaticamente para evitar que o equipamento se quebre. Os mesmos sensores que identificam tempestades também abaixam as plataformas de volta ao mar quando o tempo está normal. O mecanismo é ajustável para funcionar em todas as fases das marés, de dia e de noite.

Segundo Inna Braverman, fundador da Eco Wave Power, o preço da energia produzida é comparável ao da energia solar, mas com a vantagem de disponibilidade de recurso, uma vez que funcionam 24 horas por dia. “O oceano é o maior recurso renovável que temos. Uma usina de ondas poderia mudar a realidade de comunidades costeiras em países como Gana ou Quênia, que têm pouco acesso à eletricidade”, explicou Braverman à Reuters, em entrevista.

Este ano a Eco Wave Power já alcançou 15.000 horas de produção ininterrupta de energia em sua planta piloto, construída em Gibraltar, estabelecendo um novo recorde mundial para um desenvolvedor de energia de ondas. A empresa israelense foi premiada como “Melhor Empresa de Desenvolvimento de Tecnologia de Energia das Ondas” pelo Sea Transport Awards.

Para Arie Halpern, economista e especialista em tecnologias disruptivas, a nova tecnologia é bem vinda e não deve ser vista como uma competidora de outras formas de geração renováveis, como a energia eólica e solar. “Quanto mais formas de extrair energia limpa, melhor para o ser humano e para o planeta. As diferentes formas de geração devem ser complementares, quando houver oferta de recursos naturais disponíveis”, conclui Halpern.


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