Vacinas contra a covid-19 chegam à fase de testes com humanos, com boas expectativas

Com o virtual abandono das esperanças em uma solução medicamentosa contra a covid-19, como a cloroquina, cuja evolução dos testes não se mostrou promissora, todas as esperanças estão depositadas nas pesquisas sobre uma vacina que possa imunizar grandes parcelas da população contra o vírus. E, nesse caso, as notícias dos últimos dez dias foram muito positivas, indicando que há possibilidade concreta de haver uma solução adequada em algum momento do segundo semestre. Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), atualmente há pelo menos 110 diferentes pesquisas com vacinas em laboratórios do mundo todo. “Como em todo desenvolvimento de um tratamento novo, há uma série de etapas para comprovar a eficácia e a segurança da abordagem, que começa com testes in vitro, passam para a verificação em animais, até chegar à pesquisa com grupos controlados de humanos”, explica o especialista em tecnologia disruptivas Arie Halpern. Acompanhe abaixo quais são três das mais avançadas, que foram anunciadas ao longo desta semana:

Pfizer – A empresa farmacêutica da Alemanha, em associação com sua conterrânea Biontech SE, anunciaram bons resultados ao aplicar uma vacina experimental em voluntários daquele país. Agora, doses começaram a ser testadas pelo projeto também nos Estados Unidos. Serão feitas imunizações em 360 voluntários norte-americanos, com idade entre 18 anos e 55 anos numa primeira etapa. Se tudo correr bem, os testes passam para pessoas com idades entre 65 e 85 anos, na segunda etapa.

Moderna – A Moderna, empresa de biotecnologia dos Estados Unidos, divulgou que sua vacina contra a covid-19, experimentada em voluntários, segundo as palavras da própria companhia, se mostrou “segura e bem tolerada em geral”. O experimento foi feito com 45 voluntários saudáveis.

Instituto de Biotecnologia de Pequim – Os cientistas chineses observaram 108 voluntários saudáveis,  acompanhados por 28 dias, na primeira fase da pesquisa. Foram observados bons resultados, publicados na prestigiosa revista científica internacional The Lancet. O grupo de pessoas ainda vai ser monitorado por mais seis meses, para que se possa comprovar a eficácia da vacina, e, então, os resultados definitivos do experimento devem ser divulgados.

Com informações: Instituto de Biotecnologia de Pequim; The Lancet; Moderna; Pfizer; Biontech SE; Correio Braziliense; OMS; UOL.