Vanuatu recebe primeira entrega de vacinas por drones

Embora pareça óbvio que drones possam entregar remédios e suprimentos para regiões remotas, o ano de 2018 foi o primeiro em que um país contratou uma empresa comercial de drones para realizar a tarefa, segundo informações do Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef). A ação aconteceu em dezembro, na pequena ilha de Vanuatu, na Oceania.

Até a conclusão da ação, estimava-se que 20% das crianças da ilha sofriam com ausência de vacinas fundamentais devido a dificuldades de acessibilidade do terreno. Sem o auxílio dos drones, o vilarejo onde foram aplicadas as vacinas só é acessível a pé ou de barco – ambas as opções levam horas, em comparação com os 25 minutos que o drone levou para chegar à vila.

Os drones carregaram as vacinas em uma caixa de isopor com bolsas de gelo e um registrador de temperatura para garantir que o lote não estragaria.  O lote serviu para a vacinação de treze crianças e mais cinco gestantes.

Duas empresas participaram da licitação para esse projeto. A empresa australiana Swoop Aero foi a vencedora.  Apesar de a responsabilidade ser entregue a uma empresa contratada, os profissionais da Unicef – médicos e enfermeiros – acompanharam toda a operação para garantir a eficácia da ação.

Para Arie Halpern, economista e especialista em tecnologias disruptivas, é essencial que ações como essa se tornem comuns para diversas regiões inacessíveis. “Aumentar o número de ações como essa significa que mais empresas disputarão esse mercado, estabelecendo preços mais competitivos e popularizando a entrega de vacinas e medicamentos em todos os lugares onde há limitações de acesso”, comenta Halpern.


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