Você já ouviu falar em Greenware?

Greenware é uma licença de software que fornece aos usuários acesso a um programa ou a código-fonte em troca de um benefício ambiental, como reciclagem, substituição de lâmpadas tradicionais por modelos mais eficientes ou uso de papel reciclado. O termo também se refere a hardwaresoftware e serviços de computação desenvolvidos para reduzir o impacto ambiental.

No caminho pela busca de um mundo mais sustentável, muitas empresas estão investindo e promovendo iniciativas mais verdes. Elas podem envolver contratos que estabeleçam o cumprimento de redução no consumo de energia ou de geração de resíduos, substituição por fontes mais limpas e renováveis ou reaproveitamento de materiais ou ainda o descarte correto.

A computação verde e a adoção de recursos e soluções eficientes e sustentáveis estão sob escrutínio não apenas de organizações ambientais, mas também de empresas dos mais variados setores. À medida que a comunidade empresarial global se adequa às novas noções de propriedade e responsabilidade em relação às mudanças climáticas, à sustentabilidade e mesmo às incertezas trazidas pela pandemia da covid-19, as empresas vêm buscando novas soluções.

Um dos segmentos de tecnologia que vêm avançando no progresso de inovações para a sustentabilidade ambiental é o de data centers. O relatório Datacenters and Sustainability Goals: How Efficient and Resilient Datacenters Accelerate Sustainability Progress, do IDC, traz uma perspectiva sobre esse movimento.

Segundo estimativas, um data center consome em média 75 mil megawatts (MW). Para se ter uma ideia, um megawatt é capaz de fornecer energia para 700 casas. Um único data center chega a consumir energia equivalente a uma cidade pequena.

Data centers verdes

Com a pandemia da covid-19 e a necessidade de isolamento, as pessoas passaram a trabalhar em casa e a demanda de acesso à internet se multiplicou, pressionando os data centers e a infraestrutura. A demanda crescente acelerou a transformação digital e os data centers precisaram se expandir e, consequentemente, o uso de energia aumentou consideravelmente. Os data centers precisam ter mais capacidade, ser eficientes, resilientes e sustentáveis

Uma das recentes iniciativas nesse sentido foi do Google, como parte de sua estratégia de ser neutro em carbono até 2030, usando somente fontes renováveis e mais limpas. Como essas fontes são intermitentes, a gigante de internet desenvolveu um modelo para mover as tarefas ou cargas móveis entre seus data centers localizados em diferentes lugares do mundo (e abastecidos por fontes renováveis, como a eólica) de acordo com a disponibilidade de energia em cada um deles.

distribuição de carga entre as regiões é feita por meio de uma plataforma que prevê o fornecimento de energia para as próximas 24 horas, avaliando a disponibilidade no fornecimento e se o data center precisará usar eletricidade de fontes fósseis e a média de carbono por hora da rede elétrica local naquele período. Com base nesses dados, o sistema redistribui a carga para data centers localizados em regiões com um excedente de energia verde, sem comprometer seus serviços.

Outras empresas de tecnologia, como a Microsoft, Apple e a Amazon também anunciaram metas para se tornarem mais verdes. A Microsoft anunciou medidas para reduzir sua pegada de carbono até 2030 e começou a monitorar o impacto climático de seus fornecedores, enquanto a Amazon e a Apple estão aumentando o uso de energia renovável em seus data centers.