Você sabe quanta tecnologia tem por trás de um cafezinho?

Dizer que o brasileiro ama café não é apenas força de expressão: segundo recente pesquisa da Euromonitor International, divulgada nesta semana, o Brasil acaba de passar os EUA como nação que mais consome café no mundo. O brasileiro consome em média 839 xícaras de café por ano – ou cinco vezes mais do que a média da população mundial.

A mesma pesquisa aponta também que, em 2019, o brasileiro deverá beber de 3% a 4% a mais da bebida, resultando em um consumo de 22,9 milhões de sacas por ano, ou quase 1/7 do consumo mundial. Segundo dados do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos, em 2017 foram consumidas 160 milhões de sacas do produto ao redor do mundo.

Hoje em dia, nos grandes centros urbanos, há uma cafeteria a cada esquina. Os cafés gourmets vêm ganhando espaço entre todos os públicos, impulsionados pela tecnologia. “Passar um cafezinho” – antes sinônimo de uma pausa de quase meia hora – virou uma atividade de poucos segundos, com a bebida disponível em cápsulas de mais de 20 sabores.

Além de consumir, o Brasil continua sendo o maior produtor mundial de café. Mas as lavouras do grão se transformaram para suprir a demanda – e ainda exportar grãos de altíssima qualidade. Um estudo divulgado este ano pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), intitulado A Cultura do Café: Análise dos Custos de Produção e da Rentabilidade, apontou que a introdução de novas tecnologias em algumas das regiões mais remotas do País resultou em safras maiores e com mais qualidade. As pesquisas foram feitas ao longo de 12 anos em todo o Brasil.

Automatização

A introdução de tecnologia avançada nos cafezais foi uma das grandes responsáveis pela agilidade na produção. As máquinas de colheita automatizada chacoalham os cafezais por inteiro para derrubar os grãos, sem estragá-los. Como o processo derruba tanto grãos maduros como verdes, esses equipamentos separam o produto por cores e tamanhos, o que também funciona para selecionar os tipos diferentes de café para torrefação.

As mesmas máquinas que chacoalham a planta também são programadas para podá-las da forma correta, para aprimorar seu desenvolvimento e produzir a maior quantidade possível de frutos.

Outros equipamentos foram criados especificamente para o processo de fertirrigação, que mistura a irrigação da semente com a fertilização da plantação. De uma só vez, e de maneira uniforme, essas máquinas oferecem água e nutrientes para todos os setores da fazenda, otimizando o tempo de produção.

Genética do café

Em Rondônia, um importante polo produtor de café, governo federal e Conarb criaram incentivos para que os produtores locais pudessem substituir as suas plantas por espécies novas, desenvolvidas a partir do cruzamento de plantas de café canéfora, do grupo Robusta, com plantas do grupo Conilon. Esse pé de café é mais forte e produz um grão de melhor sabor. Além disso, trata-se de uma espécie mais adaptada, que se dá bem com diferentes tipos de clima. Com mais qualidade, os produtores ampliam sua lucratividade, ao mesmo tempo em que fortalecem a imagem do Brasil como potência cafeeira.

A introdução de máquinas foi um passo importante para que o Brasil se consolidasse como grande potência mundial na produção de café e pudesse competir de igual para igual em questão de preço e qualidade. Em um mercado como o de hoje, onde o consumo de café é exacerbado, a tecnologia se faz cada vez mais presente.


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