Startups decolam e acirram disputa no mercado de softwares de design

O setor de softwares é hoje o mercado mais dinâmico do mundo, com startups que brotam a todo momento em alguma garagem e se tornam concorrentes de gigantes consolidadas, que investem bilhões de dólares em Pesquisa e Desenvolvimento (P&D). Um dos grandes desafios dos especialistas é tentar imaginar de onde virá a próxima revolução capaz de colocar abaixo toda uma estrutura erigida há não tanto tempo e substituí-la por uma realidade totalmente nova – ou seja, uma tecnologia disruptiva. Uma aposta que a essa altura parece bastante certa é a de uma revolução no campo dos programas de design.

Se há alguns anos o Adobe Photoshop, uma ferramenta poderosa para um mundo que fazia a transição do impresso para o eletrônico, reinava absoluto, hoje ele encontra a concorrência de uma série de programas desenvolvidos por empresas menores, incluindo InVision, Sketch, Figma e Canva. Essa nova realidade fez com que o próprio Adobe se aprimorasse, com o lançamento da versão XD, que permite aos designers colaborarem entre eles.

Ainda assim, a questão permanece em aberto: esse mercado será cooptado por um ou alguns poucos concorrentes, ou será pulverizado por um grande numero de desenvolvedores menores? O primeiro modelo se assemelha ao que ocorreu com os softwares de vendas, dominados pelo Salesforce, que aglutina em torno de seu sistema empresas muito menores. No segundo caso, haveria o surgimento de um ecossistema à semelhança daquele observado nos programas de marketing, constantemente varridos por novidades trazidas por startups corajosas.

De qualquer forma, o que se sabe é que o mercado vai apostar fortemente nos sistemas SaaS (Software como Serviço , na sigla em inglês), que é a tendência em todo mundo cibercultural. Os sistemas SaaS são aqueles baseados em nuvem pela Internet. O processamento do software é remoto, via conexão rápida, o que tende a se tornar ainda mais fácil com a iminente chegada do 5G em escala global.

Seja qual for o resultado dessa nova etapa, o que já é possível celebrarmos é a velocidade com a qual novos recursos vão se somando graças à concorrência entre os diferentes modelos. Cada vez mais, de uma maneira mais definitiva, os softwares de design vão perdendo o sotaque de sua origem voltada à produção de material impresso, que permanecia como um traço marcante, e apontando a um futuro no qual essa matriz original desaparece em favor de organizações muito mais fluidas e livres.

Com informações: TechCrunch; Adobe; Microsoft; InVision; Sketch; Figma; Canva.